sexta-feira, 3 de julho de 2015

Veterans

There was a time you know? A time where I wasn't like this, when one could hope to achieve more than he actually should, dreams where within grasp and the future was a soft voice whispering ideas that warmed even the coldest of the hearts.

But time is cruel, not life, life is just a pathway, time is the real villain here, you should listen to me boy, listen while you still can and don't get fooled by time, there is enough and not enough of it, you will see, it looks like its made of rubber, you need to learn how to deal with that. I could not and here I stand, serving as a cautionary tale at most.

And the time I had just passed, the whispering silenced and all the desired I had completely gone and filled by nothing but the most palpable regret, marking my soul as those scars mark my flesh, but don't be afraid of you will have yours too and you will wear them with proud like I do  with mine.

You will look back and remember with joy what you had passed as you live the today, this I can assure you, the reality is a sweeter to any past and makes anything you will experience even harder, so be prepared, be better than I was. Live the fulliest, carpe diem, youngling.

Well I guess thats all I had to say, but I'm sure you will like Ms. Tilmann, and enjoy first grade more than I did, you are not in kindergarten anymore.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Indecisão

Me diga se você pensa o mesmo, se acha que eu tenho razão, se contigo eu tenho algo, apenas me aponte uma direção pra seguir. Tome conta do meu coração e não me faça sofrer temendo um não, pois cada segundo que passa sem ouvir a resposta só faz crescer em mim o medo de um final que me parta em pedaços.

A espera me mata, me congela, faz o tempo parar e me deixa sem fôlego querendo  buscar um ar que não chega e não vai chegar porque tudo parou no momento que você não me disse nem sim, nem não.

Eu sonho com o sim, com um mundo colorido, branco e vermelho e com a leveza do seu toque fazendo tudo parecer melhor do que já é. Nesse mundo minhas preocupações morrem e eu levito até você enfeitiçado e feliz só por você aceitar-me em você.

Eu tenho pesadelos com o não, com palavras áridas e um mundo gelado em que não tenho você ao meu lado e vejo outros te tendo e somente posso olhar e pensar em condicional como seria bom ser eles, mas eu não sou.

Por isso só me diga, sim, não, qualquer coisa que faça eu saber aonde vou me colocar, as idéias na minha cabeça me fazem explodir esperando qualquer coisa, qualquer resultado é melhor do que isso, então por favor só me diga. Olhe nos meus olhos e diga o que você sente por mim ou o que não sente, só não me deixe assim. E então como vai ser?

- Talvez.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Estátua

Do alto de sua branca beleza, das formas singelas que a delineavam, branca como a neve e brilhante como um cristal a todos ela olhava do alto do morro, uma deusa generosa q abria seus braços por toda a baía e que como por encanto parecia descer a ponta de seus dedos por todos aqueles q a admiravam.

Viva a graça! Viva a beleza! Mas que seja tudo vivo somente dentro do abraço acolhedor dela que esquenta e me deixa relaxado simplesmente me deixando levar pela brisa e pela pele de marfim, sim, marfim, melhor que neve, neve não combina com ela, com o calor de onde ele está.

E me olham feito louco, como eu posso ver tudo isso numa estátua indiferente,  que não sente e não vive, que ainda que seja linda não possui vida. 

Eu sorrio e sinto pena deles, pois os olhos que não parecem ter vida somente piscam para mim.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Loiras

Cai a noite, sono que não chega, deitado aconchegado num travesseiro esperando os olhos fecharem para passar a viver numa outra experiência, viver momentos que aqui nunca podem ser experimentados, mesmo que a lata de cerveja diga o contrário.

Mas você está feliz, um sorriso bobo de canto de boca q em segundos se torna de boca inteira, movimentando não sei quantos músculos, tinha lido em algum lugar, mas já esqueceu, não importa, o sorriso e os músculos estão aí e isso é o que importa, o resto que espere. mesmo o sono.

Música tola toca no fundo, a mesma batida sampleada, voz em cima, péssima voz por sinal, mas a batida é hipnótica, ou talvez a bebida que seja, segunda lata, mas não importa, o que vale é o momento, talvez um pouco melhor do que o sonho que você espera. Pensamentos inundam aos poucos, turbilhão de idéias preenchendo o vazio do tempo que você desperdiça deitado nesse sofá.

Nada vale mais que isso com certeza, sonhos são loterias, 50-50, sonhos bons e ruins, repetidos pela noite até a libertação da manhã, talvez a cerveja tenha razão, talvez se possa experimentar esses momentos aqui, mas sozinho, e não rodeados de loiras maravilhosas, mas como seria melhor com as loiras...Boa noite para mim.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

As feras

Se as feras que rasgam minha carne parassem por um minuto veriam que sou mais do que suas garras de mim retiram. Veriam que meu sangue é mais fluido que minha alma, que ele escorre mais que meus pensamentos, mas que o gosto azedo é mais suave que o amargo das minha decepções.

Dentes que me retalham em pedaços, mesmo que inteiro nunca pudesse ter sido, que pedaços invisíveis já se foram, como areia diante do mar, como espuma num rio, aos poucos e com isso os pedaços que ficam ainda que não pareçam são vazios, são nada diante do que eu era de verdade.

Que meus sentidos sumam, sumam todos de uma vez, porque perceber o mundo de nada me serviu, meus sentidos sempre foram instrumentos de chagas e não de prazer, que se detonem, explodam, que o nada me consuma até que do nada eu seja parte em meu todo.

Continuem feras, rasguem, retalhem, dilacerem, acabem com a totalidade do meu ser, que eu suma em pedaços num mundo que de mim não quis nada, pois agora dele eu não quero saber. E que no fim da minha existência as feras que da minha carne se alimentam  de nenhum outro possam mais isso fazer.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Flecha


A flecha que me transpassa não dói, nem sangra, mas a cada segundo que passa me deixa mais atordoado, não me mata ou me fere, mas me faz sentir cada pedaço dela dentro de mim.

Olhando em volta não vejo quem atirou, mas tenho uma boa certeza sobre quem seja, pois ainda que não tenha existência física essa flecha em sua essência me diz de onde partiu.

E agora cada pedaço se dissolve e entra em meu sangue, flui pelo meu corpo e me enche da dona dessa flecha, cada minuto junto, cada beijo, cada olhar trocado. vão se movendo em mim. E como serpente se move até meu coração e trazem um sussurro que cada vez se torna mais forte.

Me torno cada vez mais eu mesmo a flecha e percebo então que a flecha não tem dona, mas que eu a partir de agora tenho, no último minuto que eu sou eu mesmo, me permito um sorriso por saber que a flecha é você.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Train number 4

Joseph took the same number 4 train everyday at 5:30 and there he was, as usual sitting on the old bench, he never like trains very much but this was the fast way at that time and he kinda liked the quiet as he watched the town waking up in the morning as the sun was rising. That particular morning was gray so wouldn't be a pretty morning, but its ok, after so many years just to be there was good enough.

After two stations a group of kids, probably coming back from a night out entered the almost empty train making noises, being loud as if they needed to let everyone what a great time and what a great life they had, so full of life and that everyone there should envy them with their colorful hairs, nose piercings, dragons, tigers, stars or whatever that would be cool to be printed in a skin. Flashing their bodies, so alive, living images of a energy drink commercial.

And there was Joseph sitted on his side minding his own business, watching the sad sky of the morning as the group passed and the what was supposed to be the alpha male for a moment changed looks with him and decided what a great oportunity it was to show himself to his pack and maybe get some action to those little girls that used to hang around with him.

"Hey old man, admiring what u can't be or never was?", asked in a cocky manner making the girls giggle and the other guys smirk. "Not at all kid, I am happy you are all you can be and", replied trying to end what he imagined would be a futile discussion.

"Come on, I am sure then you are admiring my tatoos. See this dragon? Took me 3 days to finish and look how much it suits me. Looks painful, right? Like I care about pain", and the guy flexed his biceps so that the whole cart could see it. Joseph just looked for a moment the window and back right inside the eyes of the boy and calmy said, "well, I never liked tatoos but they never bothered asking me that when they gave mine" and lift his arm so the whole group could see the numbers 13278. 

"Pain was never the tatoo, pain was all the memories and its taking me a whole lot more than 3 days", and got back at looking the sky. No laughs anymore as they sitted and watched the same sky as him.