Bailando ao som da melodia que lhe invadia a alma, ela se sentia pura, leve e de certo modo até celestial. Bailava como se fosse um anjo que percebia naquele instante a sua condição de ente celeste.
Era como se tudo fosse uma só dimensão de luz e ela a fonte criadora de tão brilhante mundo. Seus labios reluziam num sorriso delicado, como se fosse a coisa mais natural do mundo ter tanta beleza existindo ao mesmo tempo.
As suas mãos acompanhavam cada nota como se estivessem tecendo a melodia do mesmo modo como a aranha tece sua teia. Ela ri da comparaçãoque fez, imaginando o que sua teia poderia pegar.
Tão breve quanto foi belo, a música acaba e ela se vê só novamente, no silêncio da sua casa, contemplando a noite pela sua janela e como quem volta a realidade, os problemas de sua vida a envolvem como se trazidos pela brisa que vem da janela aberta.
Rapidamente uma onda de melancolia surge do nada e o que era tão vívido se torna algo cinza, silencioso e triste. O que era tão belo e melodioso agora lhe parece tão distante. E o seu belo sorriso desaparece sem deixar vestígios.
Intuitivamente ela volta a chorar, relembrando todas as angústias que a música lhe afastara instantes atrás e cada lágrima sua que cai é de uma tristeza que ela não pode conter e irrompe por todo o cômodo.
Zero, pensa ela, essas são as chances de algo dar certo pra mim e fecha a janela pela última vez antes de ir dormir. Mal sabe ela que existe alguém que nunca a deixou de ver como um anjo.
Era como se tudo fosse uma só dimensão de luz e ela a fonte criadora de tão brilhante mundo. Seus labios reluziam num sorriso delicado, como se fosse a coisa mais natural do mundo ter tanta beleza existindo ao mesmo tempo.
As suas mãos acompanhavam cada nota como se estivessem tecendo a melodia do mesmo modo como a aranha tece sua teia. Ela ri da comparaçãoque fez, imaginando o que sua teia poderia pegar.
Tão breve quanto foi belo, a música acaba e ela se vê só novamente, no silêncio da sua casa, contemplando a noite pela sua janela e como quem volta a realidade, os problemas de sua vida a envolvem como se trazidos pela brisa que vem da janela aberta.
Rapidamente uma onda de melancolia surge do nada e o que era tão vívido se torna algo cinza, silencioso e triste. O que era tão belo e melodioso agora lhe parece tão distante. E o seu belo sorriso desaparece sem deixar vestígios.
Intuitivamente ela volta a chorar, relembrando todas as angústias que a música lhe afastara instantes atrás e cada lágrima sua que cai é de uma tristeza que ela não pode conter e irrompe por todo o cômodo.
Zero, pensa ela, essas são as chances de algo dar certo pra mim e fecha a janela pela última vez antes de ir dormir. Mal sabe ela que existe alguém que nunca a deixou de ver como um anjo.
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