domingo, 6 de julho de 2008

Reclusão

Uma gota de suor teimava em descer de sua testa, mas nada daquilo lhe importava, cada gota daquela era o pagamento que lhe cabia pelo esforço realizado, pagamento que ele aceitava de bom grado diante de tudo aquilo que já tinha vivido.

Por um minuto parou e contemplou a bela tarde de sol que se avizinhava. Sentia-se leve, como se a marreta em sua mão fosse feita de isopor e sorriu ao admirar o sol se pondo nas colinas distantes do ponto em que estava.

Admirou-se ao notar pela primeira vez a imensidão de todo o mundo e sorriu ao se ver como parte de toda a grandeza que tomava conta de seus olhos. Ao ouvir o sinal, colocou a marreta de lado e decidiu dar o dia por encerrado.

Seguiu em direção da estrada de terra com a certeza de que finalmente havia encontrado a paz que tanto buscara e ela estava na terra que agora tocava seus pés. Depois de tantos anos percebeu que teria o espírito para cumprir o resto de sua sentença

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