Estava sentado no mesmo canto do quarto há alguns minutos quando a luz atravessou o vidro da janela vindo diretamente nos seus olhos e tirando-o do transe que se encontrava. Mas ele continuou imovel, mesmo que por dentro ele estivesse mais aceso do que nunca.
E os acontecimentos dos últimos meses vinham à sua mente, do início da doença de sua mãe e de como aquilo que não parecia algo sério foi evoluindo e a consumindo pouco a pouco. Cancêr, foi isso que o médico disse. Não que o nome pudesse mudar algo.
Lembrava de como estava triste, mas se manteve firme no dia do enterro dela, olhando ao redor e vendo como seu pai e seus irmãos menores estavam devastados pela perda, como se nada mais pudesse lhes dar força a seguir.
Seu pai achou que tal força estaria num copo, não força propriamente dita, mas algo que o mantivesse em pé pelo resto do dia. Mesmo que esse ritual fosse necessário em cada dia que estivesse por vir.
Nada poderia ser mais errado do que isso e a cada dia ele se afundava mais num universo próprio agindo de modo mais automático, indo embora aos poucos, tanto que ele não estranhou o dia que achou um bilhete de despedida na porta e o pai inerte na cama.
E agora lá estava ele sentado no canto pensando se seria o próximo a desistir. Mas sentia a mesma força que sentiu no enterro de sua mãe, e sabia que iria continuar, sabia que seria aquele que seria a rocha para seus irmãos, para que eles não precisassem sacrificar nada e serem rochas como ele. O desespero terminava nele. Sabia disso.
Abriu a porta e os viu olhando pra ele e olhou de volta com firmeza, com a certeza de protegê-los de tudo o que poderia aparecer. Abraçou-os e disse com uma voz baixa, mas decidida, "Sairemos dessa".
Fechou os olhos com a certeza de que não estava precisando se convencer.
E os acontecimentos dos últimos meses vinham à sua mente, do início da doença de sua mãe e de como aquilo que não parecia algo sério foi evoluindo e a consumindo pouco a pouco. Cancêr, foi isso que o médico disse. Não que o nome pudesse mudar algo.
Lembrava de como estava triste, mas se manteve firme no dia do enterro dela, olhando ao redor e vendo como seu pai e seus irmãos menores estavam devastados pela perda, como se nada mais pudesse lhes dar força a seguir.
Seu pai achou que tal força estaria num copo, não força propriamente dita, mas algo que o mantivesse em pé pelo resto do dia. Mesmo que esse ritual fosse necessário em cada dia que estivesse por vir.
Nada poderia ser mais errado do que isso e a cada dia ele se afundava mais num universo próprio agindo de modo mais automático, indo embora aos poucos, tanto que ele não estranhou o dia que achou um bilhete de despedida na porta e o pai inerte na cama.
E agora lá estava ele sentado no canto pensando se seria o próximo a desistir. Mas sentia a mesma força que sentiu no enterro de sua mãe, e sabia que iria continuar, sabia que seria aquele que seria a rocha para seus irmãos, para que eles não precisassem sacrificar nada e serem rochas como ele. O desespero terminava nele. Sabia disso.
Abriu a porta e os viu olhando pra ele e olhou de volta com firmeza, com a certeza de protegê-los de tudo o que poderia aparecer. Abraçou-os e disse com uma voz baixa, mas decidida, "Sairemos dessa".
Fechou os olhos com a certeza de que não estava precisando se convencer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário