segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sun

Light and warm came from her. The shining star that brightened my day. The source of life that enhances my existance, no, that makes me exist. The beggining and the end for me. I am nothing without her.

Here I stand and watch over her but not too much or her light may blind me. Its that duality that captured me in the first place. She can be good or bad, a powerful force that holds me and embraces me. In her heat i wanna sleep and dream so i will never wake up.

Worshipping her seems natural even if I consider myself a reasonable being, but under her somethign change, something different awakes within and I am no longer logic and reason, I am energy, I am presence because she made me like that.

I know that this wont last forever, but I smile knowing that when she leave me I will be long gone and we will be both memories that no one will remember but us. She is my sun and below her I wish to stay forever.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nos nervos

Minha mente para completamente, funciona por instrumentos, não mais por sentimentos. Me sinto até envergonhado por essa rima tão suja, tão patética, é como rimar flor com cor, é estúpido é infantil. Não sei nem o porquê de ter pensado nela, rimar nunca foi algo que fui bom, sempre fiz coisas como essa.

Respirar não adianta, cantar não me ajuda, escalar o time campeão em 92 não me acalma, minha mente trava completamente diante da idéia, da perspectiva do que tenho pela frente. Talvez seja melhor assim.

A porta se abre mas não me mexo, não ligo, nem me importo.

Parei, cansei, de tudo desisti. Não acho que irá fazer diferença o que tenho pra dizer mesmo e não vou conseguir, não vou, simplesmente é uma impossibilidade, não uma improbabilidade.

- O senhor está aí?
- Como?
- Eu perguntei se é o primeiro dia do senhor.
- Ah sim, me desculpe, eu me distraí.

Esqueci que já tinha conseguido, melhor passar pra próxima.

domingo, 20 de setembro de 2009

Acordes

Terceiro ou quarto acorde, não, quinto, sexto no máximo. A dificuldade estava mais em se concentrar para ouvir do que propriamente em identificar o acorde. A sua mente já não estava mais aonde deveria estar e isso há um bom tempo já. Tempo que ele já não sabia nem mais contar, o que deveriam ser horas e minutos agora formavam uma longa e interminável linha que ele somente denominava tempo.

Espaço também não estava muito mais definido, havia uma noção de lugar de cima e baixo, mas a sensação de movimento era constante, não somente girando, se sentia puxado, como se estivesse na água e a maré o puxasse mais e mais.

Sua pele formigava como se o estivessem penicando aos poucos e ia aumentando a medida que ele tentava se movimentar se libertar daqueles dedos imaginários o tocando. E num movimento frenético, uma dança estranha ficava a se debater, até a dor passar enquanto ela não voltasse.

Devia ser a terceira ou quarta dose, não, quinta, sexta no máximo. O que era ainda mais bizarro era o carrossel de emoções, a euforia, a tristeza, o tudo. E cada sentimento trazia uma lembrança e sendo boas ou ruins cada uma delas deixava um algo amargo, seja por abrir uma cicatriz antiga ou por despertar uma nostalgia que lhe apunhalava o coração.

Respirou fundo e andou em direção à janela, olhou o mundo lá fora e decidiu abraçá-lo pela última vez. A brisa que estava lá fora era como se fosse um beijo de despedida e ele poderia partir com um sorriso no rosto.

Fechou os olhos, mas a música tinha terminado. Quantos acordes eram mesmo? Voltou e colocou de novo e dessa vez sentou até acertar. A sanidade aconteceu antes do acerto. Olhou e percebeu que não havia disco nenhum ali.



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Black cat

My first sin was when I was 10. I was walking around the same street I used to walk everyday to get back from school. Those steps always sounded the same so I got pretty bored. Kicked some stones, some dried branches, nothing special.

I usually had some mind games I did to avoid boredom, but that day my mind was a complete blank. Guess I wasn't the most creative kid after all. When you are 6 the world is suposed to be magical in so many ways, unluckily I already had lost some of the magic and my mind games seemed to be the last barrier my childhood had to defend herself from the world.

An now I am kinda lost, you see, I tend to do that sometimes with some very bad results. That day was one of them. I remember that I was walking that street and came across a small cat. So, there I was bored, kinda irritated and that skinny black cat on my path.

Looks like things gonna get bad after all it was my first sin as I told earlier, but hey dont go imagining things, I didnt killed or hurted the cat. Kinda old if you consider the way this story is going.

I consider this is my first sin because of that cat I suddenly drifted away looking at his bright dark eyes and didnt notice the car turning and crashing to avoid hitting me. You see, the thing is that I didnt realize I followed him into the street.

As I got back from that funny mind state I saw the man in the car asking me to call for help, but as I started to move the cat stopped in front of me as if calling me to follow him. I had no doubt to do what he wanted and left the man there to his own fortune.

Eventually the cat stopped in the midle of the entrance of an old house but I was too afraid to follow him and turned back home. Fast enough to still hear my mom telling about a poor man that died in a car crash.

So here I am now on the street hearing the sound of the ambulance probably to late to save me as the blood flows from the gun shot I got as I was trying to run from a unsucessful robbery. Funny thing is that I remember my first sin on the time of my last.

As I turn my head I see him on the corner sitted, calling me once again, the black cat. I follow as he moves to another abandoned building and stands in the entrance. Behind him a familiar face, a face that long time called me for help but now just stares at me.

I think that this time I will have to follow.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Arranjo

Arrumou com delicadeza as flores que se achavam desmanchadas no centro da mesa da sala, flores que ja estavam murchando, adquirindo uma cor que claramente indicava o fim do seu ciclo de vida. Algumas tinham poucas pétalas, outras tinham, mas faltavam folhas, um aglomerado verde, branco e amarelo. Respirou fundo e manteve o mesmo ritmo até que aquele aglomerado se tornasse um arranjo, ainda que humilde, mas muito digno.

Olhou pela janela e viu que era uma manhã de sol, não exatamente de calor, mas clara. É um bom dia, pensou rapidamente. Abriu um pouco mais a cortina e olhou pela janela as pessoas indo e vindo, carros indo e vindo, animais indo e vindo. Mas a velha seringueira continuava lá. Assim como na época em que era criança e brincava no quintal daquela casa, casa de sua avó.

Voltou-se novamente para seus afazeres e imaginou o que seria a próxima coisa que deveria ser feita. A pilha de cartões jogada em outro lado pareceu o que devia ser feito a seguir. Mas o ânimo já tinha sumido, desaparecido como as pétalas daquelas flores. As flores... tão pálidas, mas ali, tentando seguir bonitas, úteis.

E como tudo ia, as flores ficavam, a seringueira ficava, as plantas, essas sim sabiam o que era importante, o que era ficar de verdade, enquanto tudo ia, tudo passava. Desejou ser como elas e ficar pra sempre nos momentos felizes que teve.

Não queria ser como o coração que entalhou na seringueira de um amor que passou, não queria lembrar da sua avó que há pouco a deixará, somente com as flores que formaram sua coroa como lembrete. Queria ficar, ficar pra sempre sem ir e sem vir, num momento permanente de felicidade.

E abraçou aquele humilde arranjo como se o mesmo representasse o momento que tanto ansiava em ter, deu um beijo, se despediu dele e seguiu sua vida.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Normal day

Mr. J had a normal day, at least it seemed that way to him, nothing at all seemed strange. He just stopped and tought a second if he missed anything. He just passed things on his head over and over again, but all that he had was the dull usual.

He woke up, went to brush his teeth, take a shower, got a gray suit, a white shirt, a gray tie, black shoes. Nothing new here. Went downstairs, kissed his wife goodbye, grabbed a knife to cut the bread, had some coffee, got his suitcase, went back to his wife to say good bye but she decided to take a nap on the sofa.

Traffic was bad as usual, but he kinda knew it so wasnt a big deal, he just had to wait like everyday he did. Turned the radio on and decided to take a shortcut, had a few bumps but well he finally got at work on time.

He entered and went to his room and started catching up with all that paper for about two hours, maybe three, he always liked to work hard before lunch. Then a little walk around to get some things done around the office, make some copies, etc etc. People seemed kinda in a hurry today he barely had time to talk to any of them. And then a hand touched his shoulder and a police officer asked what happened.

And so he was now sitted on a jail cell wondering what could have happened. Unluckily for him, he couldn't see in the news the top story about a guy that killed his wife, run over four people and killed one at a local company.

Then he would see that indeed was a normal day, not for him, but well for someone else perhaps.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Inverno

O frio chegou mais cedo que o esperado, uma brisa antes se torna um vento agora, o céu azul se torna cinza, as cores se foram, seja em cima ou embaixo, não há pra onde se olhar mais. Sinto como se não houvesse mais cores em nenhum lugar, e como se elas nunca tivessem existido.

Um arrepio toma conta de mim, os pelos se arrepiam em meu braço e num reflexo me encolho tentando me proteger, sabendo ser inútil, não há como se esconder, se encolhendo ou não, está fora do meu alcance.

E meus labios tremem, demonstração final de que esse frio não vai passar, atritando uma mão na outra busco calor, mas não é suficiente. Esse frio não sairá tão cedo e vou ter que aprender a conviver com ele.

Um braço passa por cima do meu pescoço e desce em direção ao meu peito e traz com ele uma onda de calor que vem como uma serpente e me acerta como uma explosão. E junto dele ouço uma voz que em um sussurro me diz: "Tá muito frio aí?"

"Nem um pouco", é tudo o que digo.

sábado, 2 de maio de 2009

Let it be

Let it be sound, hear it all, all the sounds, sounds that make a symphony, symphony of heaven, heaven that exists only because of her existence, existence is a thing of matter, matter is a physical phenomenon, phenomenon that now lives within me.

Let it be light, light to surround, surround and embrace, embrace me gently, gently passing trough my body, body fullfilled only now, now I am complete, complete of all the things that matter, matter turns into spirit, spirit that I am finally aware.

Let it be all that I wish, wish only the best, best for me and you, you are here, here to stay, stay with me please, please is the only word that I could say, say you'll stay and nothing else matters.

Let it be, it just doesn't matter anymore.

domingo, 26 de abril de 2009

Selva

Noite igual a todas as outras que vieram antes e todas as outras que estavam por vir. Reclinava-se para olhar o mar que era o congestionamento na via abaixo dele, um rio em vermelho de um lado e branco do outro, rodeado por árvores de pedra e metal de diferentes tamanhos, algumas reluzindo em azul, espelhando o quê? Não se sabe ao certo.

E ele lá olhando aquilo, fazendo metáforas, perdendo, passando, matando o tempo. Nada de novo, nenhum motivo em especial que o motivasse a isso. Estava apenas lá e via o que estava em sua volta.

Os sons eram irritantes, agudos, graves, altos, abafados, de todo o tipo numa sinfonia caótica que ressoava por todo o lugar dando uma sonoridade única, era o puro caos. Entrava por seu ouvido, rodeava sua mente, zombeteiro, tonteador, e saia como se rindo do idiota que ali estava parado.

Poderia ter saído, mas estava disposto a ficar e se provar superior a todo o caos que o rodeava e subiu na grade em que estivera reclinado e agia como se fosse senhor da selva, um leão urbano rugindo de volta pra natureza que era seu lar.

Seleção natural é algo que realmente existe pensou ao se desequilibrar e cair. Seu impacto foi apenas mais uma nota na sinfonia, seu corpo apenas mais um graveto no rio e as coisas seguiram seu curso normal, afinal, essa era uma noite igual a todas as outras que vieram antes e que estavam por vir.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sala de aula

Era uma torre de pedra, construção antiga, já possuindo plantas em volta de toda a parede. Ao me virar via que janelas estavam encrustadas na pedra, mas ao olhar pra cima percebia-se que o teto já não mais existia e isso já devia ser a muitos anos.

O céu era escuro, sem nenhuma estrela, mas não era preto, era azul marinho e em certos momentos parecia como se fosse um lençol colocado por cima de tudo, ou um pano, mas algo um tanto quanto mal feito, desses de peça de escola, em que se representa o céu apenas.

Ao me virar percebo que a torre era uma sala de aula, percebo carteiras, mas nenhum papel nelas, todas antigas de madeira, também tomadas por plantas, que acho que devem ser trepadeiras, sim, é isso, agora tenho certeza.

Há uma lousa presa na parede, algo escrito nela, mas estou muito distante mesmo estando na porta de entrada, ou no que restou dela. Devo me aproximar ou não? Não sei o que deveria aprender e não sei se quero.


Time

Things happen sometimes faster than you expect. A moment and it is all gone without a single thing to hold on and remember. One is left there with only a memory of what is gone and try to revive it over and over just to realize it isn't the same.

Things happen sometimes slower than you expect. It stays with you for more than you want and you feel like it won't go away, the seconds are years and you stand still, feeling alone and lost as it embraces you and turns you into stone. And there you are, caught by it.

Life is so fast, you grow, you experience and you enjoy the moments of conquests you achieve, people you meet, loves you find and savour the taste of each one. You creat life and you watch it grow, you face joy in tiny things and great people, so that when you are about to finish to end it you are ready to be gone.

Life is so slow, you face tasks, obstacles, you endure each one of them, you meet angry, bad people that in its selfish destroy every piece of you as you go on. You live a life of redundance doing the exact same things over and over again, destroying yourself a little bit more, and for what? Just to finish it, simple as that.

Time is a perspective indeed, who knows how you see it and for how long you will see it that way. For instance, you are sad that it is ending too soon or happy that it is almost over.

For me? Well, time's up.

domingo, 5 de abril de 2009

Aceitação

Era algo que há muito tempo ele sentia que deveria fazer, algo que sempre ficou escondido, mas que ele sabia que estava lá. Não era uma questão de ser diferente, pois isso era considerar os outros como iguais e ele sabia que ninguém era igual a ninguém.

Num primeiro momento parecia que era algo sem importância, uma fase, curiosidade, qualquer coisa que com o tempo sumiria e ele poderia ser igual a todos. Riu ao pensar na contradição que era querer ser igual e achar que tinha de ser assim, mais engraçado ainda pensar isso sabendo que o fato de sermos únicos era uma qualidade que ele apreciava nas pessoas.

Tentou se encaixar, tentou não pensar e por fim tentou esconder o máximo que podia. Se magoou e magoou outros pelo caminho, sentia-se culpado por ser do jeito que era, achava-se errado, desviado do que era certo. Mas acabava sempre pensando no que é o certo, no que é o importante e se acalmava sabendo que o certo era ser verdadeiro. Ser verdadeiro, essa frase ecoava em sua mente ultimamente e ele sabia que tinha, devia, precisava exteriorizar isso.

Olhando-se no espelho via-se ali, sem nada, sem preconceitos, sem crises, apenas ele. E nesse nada que era o tudo o que ele era a decisão se formou, não havia mais dúvida sobre o que ele devia dizer e disse primeiro a si mesmo: sou gay.

Saiu do quarto em direção à sala aonde estava sua família em uma reunião dessas sabendo o que tinha de fazer. Saiu e fechou a porta sabendo que não iria se fechar nunca mais.

sexta-feira, 6 de março de 2009

No gramado

Faz quase uma hora que está sentado no mesmo lugar, no mesmo gramado observando as pessoas passarem de um lado pro outro. O parque está mais cheio do que o normal, nada de anormal, considerando-se o fato de que é feriado e aqueles que não foram para a praia devem todos ter tido a mesma idéia. Pessoas não são originais, como eu também não sou, pensou ele.

Decidiu tirar o dia somente para contemplar o nada, admirar tudo o que existia, sentir o vento, ver as pessoas e refletir sobre sua vida. Mentira, estava com preguiça de arrumar o que tinha de arrumar e de adiantar o trabalho, mas sentia-se mais confortável em dar um verniz existencial à própria folga, se envolvia num lado mais místico de si e achava que isso o deixaria menos culpado.

Resolveu deitar um pouco, mudar de posição, contemplar só o céu e as nuvens, procurar ver significado em tudo o que via, nem que fosse só pra dizer que aquela nuvem parecia uma caravela ou que uma outra parecia o cachorro pequinês que sua tia solteirona tinha quando ele era garoto.

Fechou os olhos para abri-los logo depois com uma menina segurando uma bola e o encarando com um ar confuso. O que foi menina? Perguntou, meio que resmungando. Nada, só estou vendo o senhor. E ficou ali o fitando com o mesmo olhar. Voltou a fechar os olhos e a ensaiar um cochilo enquanto a menina estava ali.

A menina passou e disse que iria embora, pois não conseguia somente ficar sem fazer nada só a olhar a vida, que mesmo sendo pequena sabia que a vida deveria ser vivida, aproveitada e não meramente contemplada e que cada segundo é precioso pra sentirmos experiências únicas e não nos tornarmos vazios como a bola que ela segurava. Uma bela lição para aqueles que passam a vida vendo a passar.

Uma pena que ele já tinha dormido antes.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Falta de controle

Era um formigamento, ou pensou que assim fosse, pois sentia como se cada pequeno pedaço seu vibrasse, como se ele estivesse se separando, sumindo. Começou aos poucos e foi se espalhando, um a um, tomando-o pedaço por pedaço.

Ficou aterrorizado, à medida em que detinha a certeza de que estava perdendo o controle que tinha sobre si, músculos não respondiam, atos não eram seguidos e vibrava como se isto fosse a coisa mais normal que existia.

O que começou como um descontrole físico acabou indo para o plano mental e cada pensamento racional seu sumiu, um a um, não conseguia nem mais discernir o que era seu e o que já tinha sido tomado.

Até que sobrou só ele, seu eu, dentro de uma imensidão de pensamentos, sonhos e lembranças. E a vibração chegou até ele, parou e ele percebeu que não era uma vibração, era uma pessoa cujo espírito tocou o seu e nesse momento eles se tornaram um.

Pequenos versos

Ficar enrolado, emaranhado na teia de uma aranha sorridente, pronto a ser devorado, como se fosse uma presa, um filhote carente.

E aceitar cada passo, de bom grado, do seu destino corrente de modo a ter certeza que tudo faço, seja um ato ou algo falado, não daria um final diferente.

Estar do seu lado me deixa animado, por isso não tente se manter longe, pois sabe que ficaria arrasado, pois sei que você o mesmo também sente.

Encerro aqui essas brevas palavras, um tanto quanto emocionado, como se fosse doente, sabendo que antes eu não acreditava em estar enamorado, mas saiba que hoje...hoje..eu estou crente.




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Goodbye

Simple as that: just go. There is nothing left to say anyway, we already did all we could to make this work, for real. I just simply don't have in me that strenght anymore, after some time I am just tired.

Don't look at me like that, those eyes that once were jewels now are mere glass, and worst, they are opaque. And I liked so much to see myself in your eyes, to be the one that made them alive, the shine in the corner when you had a tear of joy that insisted on not falling.

I miss that smile too, the light he had on it, could bright an entire room. And change my mood in a blink, as the world changed from grey to white, no, not white, it was far more colorful, things got alive in a way I felt their warmth.

And you just destroyed it all, with no consideration, just let it all end and turn all that into nothing. How could you? Betray me and made what we had a memory. I don't want a memory, I don't want to remember, I want to live it now and after.

So here I stand, watching you saying you are sorry, but that won't make it, it is not enough anymore. The beauty we had may seem gone to you, but I know that lives inside me waiting to be out again so I can live it once more.

Just not with you.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sinuosa

Já era tarde, quase manhã, quando ele abriu os olhos, ainda meio sonolento, virou-se e ela ainda dormia, do mesmo jeito que estava quando ele tinha se deitado. E ainda parecia algo enfeitiçante, mesmo na penumbra, somente com a luz que teimava em se esgueirar pela fresta da janela fechada.

Ficou ali parado, olhando, alguns fios de cabelo que iam sinuosos pela a nuca até o meio de suas costas, curvas que o deixaram boquiaberto durante toda a noite quando se movimentavam em direção à ele, num movimento hipnótico, que parecia que o levava em direção a algo diferente, a uma dimensão totalmente nova, ao desconhecido.

Pensativo, estava ali sem saber em como sair daquele transe, tentando racionalizar, mas adorando cada momento que apreciava, deixando-se envolver por toda a situação e adorando cada momento sabendo que isso o estava tornando ainda mais viciado nela.

Agora ali estava ela, parada, e o efeito permanecia o mesmo, pensava ele ser fruto das lembranças da noite passada, mas sabia que era o agora que o deixava desse jeito.

E então ela se virou, abrindo lentamente os olhos e o encarando, perguntou " O que você tanto olha?"

Ao que ele respondeu " Nada". Mesmo sabendo que o que ele via era tudo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

True love

Since the first day he knew that something was wrong. That the world passed slowly by him,that the people sounded strange all the time, that the colors were dull, the sounds were only noises in his world.Nothing had life, nothing was special, so he was just passing by life.

People always said he was strange and self-centered that he just watched stuff from a safe distance. He had loved-ones but wasnt sure he really loved them or just felt like he had to love them, so he decided to fake emotions just to fit in not because he needed it, just to avoid complications.

So years had passed and he was on that line for so long that eventually it became something he got used to and one day he stopped and realized that something had changed. For a brief moment the world really stood still and there he was staring at a new moment.

Noises turned to music and all he had inside just suddenly appeared and he knew he had found true love for the first time.

The only thing he hasn't noticed is that he just stood there with no word to say and started to fear that the moment would be gone.

Funny thing is true love: if its true, even if you mess up he will happen. He realized that when she said "hi".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Epifan...

Caiu cansado na cama depois de mais um longo dia e seus ombros pesavam mais do que ele poderia aguentar, de modo que como caiu ficou, sem se dar ao trabalho de pensar em levantar, não que houvesse algum motivo em especifico para isso.

O corpo estava quente ainda e sabia que isso seria mais um problema para dormir logo de uma vez, mas não tinha outra opção senão tentar, já estava ali mesmo, uma hora ia acabar dormindo. E dormir era algo que em muito lhe agradava.

E ficou ali parado, deitado, pensando na vida, no dia que tinha tido. Tinha sido um dia corrido, como muitos dias tinham sido antes disso e ele tentava dar o máximo de si em cada um desses dias. O que importava era ser útil, se sentir importante.

Foi então que ali deitado lhe deu um estalo e percebeu o que teria que fazer, era algo tão claro, tão fácil que pensou em como não tinha percebido isso antes. Tudo o que ele precisava fazer ea juntar tudo e botar em prática. Muito bem, o primeiro passo seria...

ZZZ

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O aprendiz

Eu quero mais, não estou satisfeito com o que tenho, definitivamente não é aqui que vou parar e com certeza ainda tenho muito o que fazer. Já briguei muito por tudo o que eu queria e não será diferente no futuro.

Dizem que é da minha natureza ser ganancioso, mas acho que isso que veem como defeito nada mais é do que uma qualidade, ser ambicioso. Afinal, tudo depende de como se vê a coisa como um todo. Sua visão não é melhor que a minha.

E eu adoro ter coisas, um monte delas, adoraria ter mais, mesmo tendo um monte e de tudo um pouco, mas sabe de uma coisa? Acho que nunca devermos para de tentar algo mais, algo mais...sim...é isso, isso é uma boa motivação, com certeza, se tivesse que me definir seria algo mais o mais perto que você pode chegar. Ter algo mais, mais do que eu tenho.

- Mas moço, o senhor tem ou não tem algo que possa me dar?
- Ora, criança, você não prestou atenção no que eu te disse?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O lago negro

Era um lago de águas escuras, com areias brancas em um lado, aquele em que me encontrava, do outro lado era possível se ver um bosque de árvores grandiosas cujas copas criavam uma escuridão que complementava o lago, dando uma tonalidade roxa escurecida ao conjunto do ponto de onde me encontrava.

E ao me virar e olhar para trás, via prédios grandes, como se fossem construções antigas, em pedra, quase como se fossem góticas, destacando-se o que parecia ser uma torre do relógio, em ruinas, mas não ruínas decorrentes do tempo, e sim, como se tivesse numa situação de pós guerra. E parecia ter sido algo recente, pois eu sentia como se o vento trouxesse a poeira em direção ao lugar em que me encontrava.

Nessa praia encontrava-se construções de madeira, uma madeira escura, que parecia envelhecida, amarrada com algo que parecia vime e que tinha uma vegetação ainda pequena nascendo desses troncos.

Eu não estava sozinho, o lugar não estava lotado, mas haviam muitas pessoas, crianças, famílias e todas se divertiam. Eu não, eu continuava a olhar para o lago, para o lago de águas negras, que pareciam estar paradas ainda que eu tivesse certeza de que elas se mexiam.

Sonhos

Há muito tempo que não escrevo sobre algo que é meu, algo além dos contos, pois falando assim parece que estou copiando os meus textos de algum lugar, enfim, decidi falar sobre algo que gosto, mas quase nunca menciono: sonhos.

Não acredito em capacidade de se prever o futuro com sonhos, mas sempre tive alguns sonhos que achava serem esteticamente bonitos, paisagens, lugares, situações em geral que não tenho a menor idéia como surgem.

Claro que existem sonhos tolos que você acorda e sabe exatamente porque sonhou com eles, não seria diferente comigo. Ocorre que muitas vezes não lembro desses sonhos e quando eu tenho um sonho bom acho bom lembrar e o fato de escrever me ajuda muito a lembrar.

Bom, todo esse prelúdio para dizer que de agora em diante sempre que tiver um sonho, e gostar (além de lembrar é claro), eu irei descrevê-lo aqui. Talvez alguém leia e goste, nunca se sabe

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O valente

Eu estava no meu canto, cuidando da minha vida. Ele que começou, olhou estranho, parecia que me conhecia e ficou olhando com aquela cara. Aquela cara de quem não vai com a sua. Tive que ir lá e saber qual era o problema.

Como não tinha problema nenhum? Ninguém fica olhando tanto tempo se não tivesse algo em mente e o que aquele olhar dizia era de que ele tinha algum problema, aquele era olhar de problema, não me engano nessas coisas.

E ainda vem me dizer que o problema é comigo. Sabia, tinha certeza, ele tem um problema comigo e vem tentar mudar as coisas pra fazer parecer que é comigo. Eu que estava quieto, calmo no meu canto, apenas refletindo sobre um dia ruim. Mas nem beber em paz se pode mais.

Fica com essa cara de pena como se eu não tivesse sentido no que falo, como se eu fosse um ser humano patético, mas agora ele vai ver o que o "ser patético" irá fazer com esse rostinho falso dele. Não vai nem saber o que o acertou.

Hum... que estranho não me lembro de ter me deitado aqui no chão, devo ter me cansado mais do que esperava me livrando daquele sujeitinho ridículo que resolveu me provocar. Pena que não lembro dele correndo, uma pena.

E por que esse cachorro me lambe tanto o rosto? Não lembro de ter nenhum cachorro e o pior, por que arde tanto o meu rosto quando ele lambe?

domingo, 4 de janeiro de 2009

Manada

Sozinho caminhava, nada diferente do usual, o mesmo dia de sempre, a mesma música soava do carro estacionado no farol à sua esquerda. E ia no mesmo passo lento, no automático, em direção ao mesmo lugar que tinha de ir todo dia.

No seu quinto passo percebeu que mais alguém andava a seu lado, com o mesmo olhar parado, com a mesma fisionomia, o mesmo jeito de quem segue a rotina e vai levando ou se deixando levar por afazeres cotidianos: acordar, sair, trabalhar, televisão, dormir.

No vigésimo terceiro passo mais um se juntou a sua romaria diária, assim como no trigésimo, quadragésimo, septuagésimo, e mais alguns passos cujos números não se lembrava o nome. Ora, não se lembrava nem se era cardinal o ordinário o nome deles.

Enfim, suspirou e viu que era uma multidão de iguais, todos no mesmo passo, na mesma batida, por assim dizer. E era uma multidão, uma coletividade que tornava cada um mais solitário, ao lhes retirar a singularidade. Então parou. Deu meia volta e voltou pra casa. Não seria tragado pelo mesmo de sempre.

Ainda não.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Simple thing

As he sat in the doorsteps with a beer bottle in his hand he just realized a simple thing: what you can do wont matter, fate will always command your life. He felt like he was the single leaf that passed by him carried by the wind.

What was the wind for him? Fate without a doubt, he answered to himself. And with this line in mind he started wondering which way the wind took him. Did he get into a dusty road and get rolled over by bigger things until there is nothing left? Or was he placed safely under a tree to enjoy peacefully as the years go by?

He looked up and gazed upon an orange sky and into that wonderful afternoon after a long, but good day. And he knew the answer to his own question.

He was surely still flying.