Sozinho caminhava, nada diferente do usual, o mesmo dia de sempre, a mesma música soava do carro estacionado no farol à sua esquerda. E ia no mesmo passo lento, no automático, em direção ao mesmo lugar que tinha de ir todo dia.
No seu quinto passo percebeu que mais alguém andava a seu lado, com o mesmo olhar parado, com a mesma fisionomia, o mesmo jeito de quem segue a rotina e vai levando ou se deixando levar por afazeres cotidianos: acordar, sair, trabalhar, televisão, dormir.
No vigésimo terceiro passo mais um se juntou a sua romaria diária, assim como no trigésimo, quadragésimo, septuagésimo, e mais alguns passos cujos números não se lembrava o nome. Ora, não se lembrava nem se era cardinal o ordinário o nome deles.
Enfim, suspirou e viu que era uma multidão de iguais, todos no mesmo passo, na mesma batida, por assim dizer. E era uma multidão, uma coletividade que tornava cada um mais solitário, ao lhes retirar a singularidade. Então parou. Deu meia volta e voltou pra casa. Não seria tragado pelo mesmo de sempre.
Ainda não.
No seu quinto passo percebeu que mais alguém andava a seu lado, com o mesmo olhar parado, com a mesma fisionomia, o mesmo jeito de quem segue a rotina e vai levando ou se deixando levar por afazeres cotidianos: acordar, sair, trabalhar, televisão, dormir.
No vigésimo terceiro passo mais um se juntou a sua romaria diária, assim como no trigésimo, quadragésimo, septuagésimo, e mais alguns passos cujos números não se lembrava o nome. Ora, não se lembrava nem se era cardinal o ordinário o nome deles.
Enfim, suspirou e viu que era uma multidão de iguais, todos no mesmo passo, na mesma batida, por assim dizer. E era uma multidão, uma coletividade que tornava cada um mais solitário, ao lhes retirar a singularidade. Então parou. Deu meia volta e voltou pra casa. Não seria tragado pelo mesmo de sempre.
Ainda não.
Nenhum comentário:
Postar um comentário