domingo, 1 de fevereiro de 2009

O lago negro

Era um lago de águas escuras, com areias brancas em um lado, aquele em que me encontrava, do outro lado era possível se ver um bosque de árvores grandiosas cujas copas criavam uma escuridão que complementava o lago, dando uma tonalidade roxa escurecida ao conjunto do ponto de onde me encontrava.

E ao me virar e olhar para trás, via prédios grandes, como se fossem construções antigas, em pedra, quase como se fossem góticas, destacando-se o que parecia ser uma torre do relógio, em ruinas, mas não ruínas decorrentes do tempo, e sim, como se tivesse numa situação de pós guerra. E parecia ter sido algo recente, pois eu sentia como se o vento trouxesse a poeira em direção ao lugar em que me encontrava.

Nessa praia encontrava-se construções de madeira, uma madeira escura, que parecia envelhecida, amarrada com algo que parecia vime e que tinha uma vegetação ainda pequena nascendo desses troncos.

Eu não estava sozinho, o lugar não estava lotado, mas haviam muitas pessoas, crianças, famílias e todas se divertiam. Eu não, eu continuava a olhar para o lago, para o lago de águas negras, que pareciam estar paradas ainda que eu tivesse certeza de que elas se mexiam.

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