terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Last breath

Nothing can explain the feeling I have inside my chest now, its like a bubble made of fire that burns but dont burst. Its flames just keep on spreading licking me inside and turning me into something different, something new.

The empty space I felt is no longer here, the cold and dark sky doesnt affect me anymore, I look up and no longer see the sky, I see heaven, sparkling bright but not making me blind, as a force that feeds that bubble inside me.

I no longer feel sadness, sorrow, I feel peace as the bubble grows in me, its no longer burning, its warming me as I sense a calling, a direction I should go. A voice turned into a kiss, of soft lips that I couldn't forget. Lips that made me alive and now will make live eternally.

She has been waiting for me as I have been waiting for her, waiting for this time now. And as I give my last breath, all became clear. Wasn't the last one, but the first one in our life restarting together again.

And my first breath couldn't be in better place than her lips. And it will stay there forever

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Voz da serenidade

A voz da serenidade lhe dizia para esperar, mas tal qual menino insolente decidiu seguir adiante de forma até mesmo temerária. Quando tudo se voltou contra ele estava ali sentado, sozinho, chorando e completamente arrependido.

Voltou a ouvir a mesma voz serena lhe dizendo para se acalmar que mesmos os erros do caminho nos deixam lições a serem aprendidas e que só deveria se arrepender se tais lições ele não houvesse aprendido.

De imediato se levantou e seguiu seu caminho, um tanto quanto mais sábio, um tanto quanto mais fortalecido. O mundo ainda iria lhe derrubar muitas vezes, mas em nenhuma delas mais se sentiria sozinho, recordava sempre da voz serena lhe sussurrando ao ouvido.

E partia adiante, mas levava nas costas tudo o que tinha andado, mas não levava como fardo, como cicatrizes, e sim como medalhas no peito de obstáculos vencidos, símbolo do homem que se tornara aquele menino atrevido.

domingo, 26 de setembro de 2010

Senha

Respirava pesadamente, coração acelerado, mãos trêmulas, suando, encostado em um canto da parede pensava seriamente no que fazer em seguida, olhos de um lado para o outro procurando uma saída, algo que lhe desse a chance de escapar dali.

Rememorar não lhe adiantava em nada e ainda assim teimava em forçar a mente nos acontecimentos anteriores como se na retomada de seus passos tivesse a solução para aquilo. Passos mal dados, com certeza, pensou ser um idiota, um cretino. Ótimo, agora julgamentos se adicionam a lembranças.

Acuado agiria como qualquer animal, atacaria de forma inconsequente, mas sabia que eles olhavam, o notavam, não teria surpresa, era minuciosamente analisado, todos seus defeitos, suas possíveis ações, tinha que improvisar, não tinha dúvida disso.

Algo na garganta subia e descia enquanto decidia o que fazer, faltava-lhe ar, coragem e sobrava medo, mas tanto que o envergonhava. Tinha que mudar isso e com firmeza decidiu que seria aquela hora.

Rapidamente se moveu e saiu, exultante por se ver escapar, celebrando a própria vitória. Nem teve tempo de notar a voz que dizia, "senha 22, senha 22". Só então as pessoas na sala notaram o papel com o número 22 no lugar aonde ele estava e continuaram a fazer o que faziam esperando o próximo número.

Para ele nada disso importava, ele escapara.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Time

Time is a good measure, time is line, you can cross events, moments in this line and remember, re live it. It's precise you dont need to have worry if you are losing track, it's logical, its just there. A great instrument to have as a parameter, no doubt about it.

From the smallest second, passing by months, years, centuries, until eternity, time just goes on, regardless if you exist in it, or if you are a memory, a note marked in it by someone that wishes to remind what you were.

Still its incredible how I can't put my love in it, it's not big enough to contain all, it spreads into my future and it melts with my past and when I look it up to me they all look like the present, so time is no longer precise.

And there I am standing, staring what would be logical, precise and wondering how it got mixed, how it got so misterious, unpredictable. Maybe I am missing something, so I look over and see no mistakes in your love.

Then it hits me, it's not an year together, time is not the parameter, your love is, and all made sense, and time, well, time... become irrelevant.

domingo, 19 de setembro de 2010

Canta comigo

Canta comigo uma última vez, a mesma música, só mais uma vez, antes de você ir embora repetiu incessantemente olhando pra cima esperando a aprovação, fazendo uma cara triste como se fosse chorar se ouvisse um não. Por ser pequena parecia ainda mais frágil do que os cinco anos de idade que tinha, mas falava feito alguém que ja tivesse experiência de muitos anos de vida.

Suspirou fundo e olhou nos olhos dela e so acentiu com a cabeça e sorrindo logo em seguida, como se num reflexo ao ver aquela boca com alguns dentes faltando se abrir pra ele. Pensou que não custava nada fazer alguém tão pequeno sorrir.

E começou a cantar e antes de terminar a primeira frase já tinha companhia naquele dueto, uma vozinha que cantava ainda mais alto à medida que parecia brincar enquanto cantar. E balançava a cabeça, fazendo com que ele a balançasse também tentando acompanhar o ritmo.

Um beijo de obrigado no rosto assim que a música acabou e antes que pudesse agradecer a pequenina ja corria a brincar com as outras crianças. Não tinha problema, pensou ele, com os papéis da adoção em suas mãos, não seria a última vez que iam cantar juntos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cinco horas

Duas horas ali sentado, esperando com os cotovelos no balcão tentando se entreter com qualquer bobagem que passa na televisão, um jogo antigo, não tendo a menor idéia de quem seja o time que está ali jogando. Não tanto por culpa sua, o aparelho é velho e a imagem definitivamente não é das melhores.

O copo é o mesmo, sujo de tanto ser segurado, a cerveja dourada, escura, fica mais tempo dentro do copo do que antes, agora ele só a balança de um lado pra outro completamente sem motivo, só querendo que algo além dele também gire. Duas horas e meia ali. Mais um gole, mais um pouco, só isso e talvez o tempo passe mais rápido. Pensar logicamente talvez dê algum sentido, mas parece ser algo um tanto quanto improvável no atual estado.

O cheiro do cigarro ali queimando do seu lado não o incomoda nenhum um pouco, tem um maço inteiro ainda no bolso, o que foi queimado não fará falta. Fica ali parado só olhando a ponta virar cinzas e desmanchar, não há motivo para isso, era só pegar e fumar, mas estranhamente prefere so vê-lo se desfazer.Três horas.

Coça a barba, 3 dias, não é muito tempo mesmo, deixa pra depois e depois, uma hora se irritaria e faria de qualquer jeito. Olhar pro relógio é um impulso que tem resistido há certo tempo, mas não resiste e espia: quatro horas. Fecha os olhos e decide só descansar um minuto enquanto espera.

Cinco horas, marcou o relatório do legista como hora da morte, causa da morte desconhecida. Mas se ainda pudesse dar opinião diria que foi coração partido.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Voice(s)

Songs whispered in my head by voices long gone and for me forgotten, simple melodies of a past I holded dear to me. I go along with them flowing in memories that hug me until I feel I have to sleep. But I won't.

They say go on, come with us, like a little kitten purring in my lap wishing to lay I think about their offer, the song is so nice, the memories so amazing that I just want to be a part of it and sing along with them. Yes, I must go and be one with the voice.

My body is numb as my conscience goes, ridding the music, my perfect horse, so i can go to the horizon and never look back anymore. It's perfect, better than I could dream off. I am ready, here I go.

A heat passes across my body, an eletric wave circles me and I am back, all my body is mine, no, no longer mine, it's hers. Nothing strange here since it was her all along, the melody goes weaker as the voices fade and lefting only one higher, triumphant, divine, not singing, just saying " would you be mine?"

And yes, I would be.

O que tem para jantar?

Lambeu os dentes com a ponta da língua e ficou envergonhado por achar um tanto quanto ridiculo tentar parecer malvado desse jeito, na sua cabeça isso soava tão sanguinário, mas na realidade era até juvenil. Como se alguém que tivesse feito o que ele fez precisasse de trejeitos pra parecer mal.

Não se sentia mal, esperava um certo enjôo, mas nada, talvez não tivesse se concentrado tanto e tenha sido tao natural, afinal ja tivera mais trabalho com facas ao cortar os bifes dela, sempre queimados, pedaços de carvão.

Enfim, o que faria agora ainda era um tanto quanto confuso, o borrão vermelho na camisa parecia o escudo do seu time,"pelo menos estou uniformizado", pensou e soltou um sorriso tentando lembrar como era o refrão do hino.Tão absorto que atendeu a porta sem atentar para como estava.
- Boa noite, fazendo macarronada pro jantar?, perguntou o vizinho.
- Eu sou péssimo na cozinha.
- Ah sim, eu também, e minha esposa pior ainda, completou com um sorriso.
- É, a minha também era.

sábado, 31 de julho de 2010

Plano

Arrumado e de terno novo, perfume um tanto quanto barato ficou parado na porta esperando não se sabe o quê, sem apertar a campainha a porta não iria se abrir sozinha. Sabia disso, mas so queria um segundo pra respirar, se preparar, afinal tinha um plano.

Plano? Mas que tipo de plano?, você pergunta. Ah, mas aí está a engenhosidade dele, é um plano infalível. Sim, eu sei, quantas vezes você ja ouviu isso e sempre deu errado. Não tem problema, se der errado, ele funciona do mesmo jeito. Está tudo memorizado, de cor e salteado, cada possibilidade de erro e de acerto.

Olha para os sapatos e confere uma última vez antes de tocar a campainha, arruma os cabelos e prepara o melhor sorriso: é agora, pensa. E a toca.

O plano é perfeito, errado é quem não estava em casa para atendê-lo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

To the North

I walk a mile, its not a big distance if I start to think about it. The problem is not what i still have to walk is what i had walked, the road I crossed, the path I took no matter how I name it. It's past, it's gone.

Still I feel the consequences, the pain in my legs, the wounds in my feet, reflexes of the long walk I took, just going, running, trying to move on. Every step is harder and by being harder its far more meaningful.

I took a deep breath and get ready to continue going north, to find a new way, a new life so I can be full again. I won't worry of what i left behind, it's no longer me, it's no longer mine. What I have is the dust thats keeps me company on my journey.

Sky is so nice, so clear, the world is open for me and I will enjoy every moment, all the stars lighten my path, but i focus on the brightest, the northert star, thats the one I follow. The path is open and it's time to walk another mile.

And here I start, one step less to wherever I wish to be, hoping i dont need to take many more to find out.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Close or far

Closing the eyes so i cannot be distracted by anything, focusing on your image on my mind, building you from scratch so once you are here i can be filled again and we can be united as one like we were supposed to be.

Opening my heart so i can feel all the love you can give me and i didn't deserve. Damn all my stupid defences, my fears, my worries, my fooliness that clouded myself from the breath of fresh air you are in my life.

Getting my hands together in a silence pray to a higher power hoping for a wisdow i dont possess, accepting my human condition that i am unable to grasp the clarity to know what i have to do to have her back.

Separating the moments in my mind to build a collection of them, good or bad, because i really dont mind how they are, they matter because they are, simple as that. That's what made us, made us unique.

Merging our souls in one is all i wish i could do and im thankful that despite all I have done, all the bad decisions I made, I think you wish the same. You always easily gave your love so we can be one now and forever.

So that's where i stand and gladly I surrender to you, with no questions, no doubts, just me standing here patiently waiting you to decide if you want to be close or far.

domingo, 16 de maio de 2010

As Nothing Is

"Listen to me, please", thats the thing i remember the most about her, "listen to me ", as if i needed to pay attention to her, little did she know that all my attention was on her. I always listened her in my head, playing all the songs that reminded me of her, all the times i heard her, all the things she said, being good or bad never was important.

"Look", and paused, before saying, like she needed to check i was watching her. I had my eyes only for her, the smile, the laughs, the expressions that react to what I did, even when i closed my eyes i still saw her, a flashback of the day, a highlight of us, so i could lose conscience easily

" Can you imagine?", a question that usually made me drift, wondering all the dreams we would achieve in the future, yes, i can very well imagine and be satisfied in advance knowing that my life would be like this forever.

"Bye, i think its best if go", well, in here i have to disagree, if its best you go I think its best if im gone.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A vela

Queimei a minha mão na vela, queimei e a deixei lá para queimar, não me importava a dor que sentia, eu simplesmente nao podia parar. Fiquei por um momento atordoado querendo que a dor fosse me dominar, mas tolo era eu em achar que a dor que sentia, por outra eu podia trocar. Por isso queimei e a deixei lá para queimar.

Era minha mão direita, a mão que um dia vc disse que nunca mais iria soltar, mão que é lembrança de você que eu simplesmente não sei como apagar. Eu troco minha vida pela da vela, e eu queimo, e fico lá até terminar.

O que parecia infinito, passou, morreu, e nada mais sobra, aqui estou eu. Parado , pensando, em cada erro meu, martelando pra entender como tudo aconteceu. Um sentimento que floresceu, murchou e pereceu. Fico com a cinzas para ter algo a chamar de meu.

E a vela se consome, se apaga, ficando igual a mim, reduzida a nada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

All ok

It's not my fault. I have always knew the things I loved in life, with girls wouldn't be different. My taste is pretty common, I like to please my eyes, to see bodies that excites me.

This has been my life for so long and I am used to it by now, so why change? Just gonna do it as long as I can. So why do I feel a void inside? Why I feel I want more?

I sit in my room and take another drink staring at nothing, wondering why am I like this. Why I am feeling lost even having all i wanted, or at least, I tought I wanted. Maybe that's my problem: too much I.

Closing my eyes I see her face, remember her kisses, her smile and wonder why I have let her go. So because I had too much I, now I have too much why. I start to cry, but before I can even stand up to get another drink I hear a voice, "baby, are you ok?".

I open my eyes and see her, standing there, asking " did you had a bad dream?". A yes mumbled is all I can do. "it's ok love, I am here now". Yes, she is right, it's all ok.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Poeira

O pó cobre os livros em cima da mesa, mas mesmo assim não faço nenhuma questão de retirá-los, não tenho tempo pra isso.Tenho todo o tempo do mundo, mas não pra isso. Cansado, sento e só observo, pensando se realmente vale à pena manter antos livros.

Escolho um, retiro a sujeira da capa, sopro e espirro, resgumando sobre algo que sabia que iria acontecer se assoprasse e mesmo assim o fiz. A culpa é minha e brigo com o nada somente pra evitar brigar comigo mesmo.

Um livro infantil sobre um pato que faz amigos e percebe o quanto eles são importantes, nada de excepcional, mas mesmo assim esboço um sorriso, pois lembro do momento em que o ganhei. Me lembro de olhar pra cima e ver mãos que pareciam ser gigantes me entregarem o livro e meus olhos ficarem fascinados pelas cores, desenhos sem ainda entender uma palavra que estava escrita.

E uma voz que agora ecoa na minha mente que na época cortou meu transe dizendo, "espero que um dia vc entenda o quanto é importante o que esse livro quer lhe ensinar". Agora eu choro pensando que ainda não compreendi a importância e que deixei a poeira ficar em mim mais do que em meus livros.

Por hoje eu não vou tirar a poeira deles, por hoje eu já fico feliz de ter começado a tirar a poeira que havia em mim.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sorry

I am sorry for being absent when you need me but in my defence i have my own problems and I guess sometimes I just need to be alone and face my own issues, my own things, my demons and justdont want you to get caught in the crossfire.

I am sorry if I am too rebelious, I just try to experience all I can but in my defence you hold me too tight and I am like sand: the hard you press me the more I slip trought your fingers, so just let me stay there and i wont run.

I am sorry when I fight a lot, its my nature to be in conflict to question things to live with the passion of fighting, exchanging ideas but in my defence I think in a good number of times you like that too and encourage me..

I am sorry if I want your body too much but in my defence I just love the fact your body is as beautiful as your soul and I get completely mesmerized by the way you moving makes me feel.

I am sorry for not being all you think I can be but in my defence who can be as perfect as you are? I love the way you are.

Thinking better I gave up my defences I am gonna stay with the thank you, thats all I want you to know: Thank you.