sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Voz da serenidade

A voz da serenidade lhe dizia para esperar, mas tal qual menino insolente decidiu seguir adiante de forma até mesmo temerária. Quando tudo se voltou contra ele estava ali sentado, sozinho, chorando e completamente arrependido.

Voltou a ouvir a mesma voz serena lhe dizendo para se acalmar que mesmos os erros do caminho nos deixam lições a serem aprendidas e que só deveria se arrepender se tais lições ele não houvesse aprendido.

De imediato se levantou e seguiu seu caminho, um tanto quanto mais sábio, um tanto quanto mais fortalecido. O mundo ainda iria lhe derrubar muitas vezes, mas em nenhuma delas mais se sentiria sozinho, recordava sempre da voz serena lhe sussurrando ao ouvido.

E partia adiante, mas levava nas costas tudo o que tinha andado, mas não levava como fardo, como cicatrizes, e sim como medalhas no peito de obstáculos vencidos, símbolo do homem que se tornara aquele menino atrevido.

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